Vontade

Texto: Gn.4;6-7 / Mt.26;39 / Rm.7;18-25

 A vontade é a faculdade que permite ao homem tomar decisões. Querer ou não querer, escolher ou não escolher, são operações da nossa vontade, ela é o leme que nos permite navegar pelo mar da vida. São as suas decisões que formam a sua vida.

 Podemos dizer que a vontade é o verdadeiro ego do homem, pois é ela que realmente o representa. A nossa mente diz o que pensamos, porém a vontade comunica aquilo que queremos de fato.

 Deus fez o homem com o livre arbítrio para que este pudesse expressar suas decisões, Deus não fez robôs. E a grande batalha que acontece no mundo espiritual, tem como objetivo influenciar a vontade do homem. Tanto Deus como satanás querem, conquistar este ponto de influência.

 Nem Deus ou satanás tem poder para nos forçar a fazer sua vontade. Somos soberano em nossa vontade. Deus pode aconselhar, proibir e ordenar; todavia a responsabilidade de atender ou não é do homem (veja Adão). Por amor, o Senhor deu a ordem, por causa da justiça ele não força o homem a nada. Nós precisamos estar dispostos a obedecer.

 Podemos dizer que no Universo existem duas vontades sólidas e contrárias. Uma é a de Deus, santa e perfeita; a outra, a de Satanás, contaminada, corrupta e rebelde. E no meio das duas encontra-se a vontade soberana, independente e livre do homem.

 Em Rm.12;2 diz: “… mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Mente, emoção e corpo tem poder para influenciar nossa vontade. É por isso que precisamos renovar nossa mente, restaurar nossas emoções e disciplinar nosso corpo. Só assim experimentaremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

– A vontade de Eva foi influenciada negativamente pela sua mente (Gn.3;6).
– A vontade de Adão foi influenciada negativamente pela sua emoção.
– A vontade de Davi foi influenciada negativamente pelo seu corpo.

 Talvez você esteja perguntando: Mas porque Deus não impediu que eles comessem? Simples, como já te falei o Senhor não se impõe a ninguém, Ele já tinha dado a ordem. O que estava em jogo era se o homem iria obedecer ou não.

 Existe a vontade permissiva de Deus, na qual Deus respeita as decisões dos homens (veja o filho pródigo). Eu te pergunto: homens que tem a unção de Deus podem tomar decisões erradas? Podem. Alinhar nossa vontade com a de Deus é um ato diário em nossas vidas.

 Um fato que me impressiona muito, e responde também a esta pergunta, é a atitude do rei Josias (II Cr.34 a 35). Josias foi o rei do avivamento: Desde de pequeno andou nos caminhos do Senhor e não nos de seus pais.

– com 8 anos começou a reinar, (34;1)
– aos 16 anos buscou ao Senhor, (34;3)
– aos 20 anos começou a purificar a Judá e Jerusalém dos postes-ídolos e das imagens de escultura, (34;3)
– despedaçou todos os altares de incenso que havia em Israel, (34;4-7)
– achou o livro da Lei do Senhor, (34;14)
– se quebrantou quando viu o pecado de seus pais e da nação de Israel, (34;19)
– renovou a aliança perante o Senhor, (34;29-33)
– estabeleceu o serviço sacerdotal e levítico, (35;2)
– aos 26 anos celebrou a Páscoa como nenhum dos outros reis de Israel, (35;18-19)
– Restaurou o Templo. (34;8)

 Em II Cr.35;20-21, vemos o homem optando pela vontade permissiva de Deus. Não era o melhor de Deus para Josias. Deus respeitou a vontade de Josias, seu poder de decisão.

 Assim é conosco também não adianta ter feito um monte de coisas para Deus, e achar que estas obras vão te assegurar proteção. O que te protege de exercer errado sua vontade, é alinha-la com a de Deus. Ou a influencia do Espírito Santo te leva a experimentar a boa e perfeita vontade de Deus, ou a carne te levará a experimentar a vontade enganosa, rebelde e contaminada de satanás.

 Deus não pode nos obedecer. Ele é quem quer nossa obediência a ele, isto é, que submetamos à sua vontade.

 O caminho para a vitória – Sermos completamente influenciados Esp. Stº.
1. O conhecimento da verdade – A rota da queda foi primeiro o engano, e depois a passividade. Por isso para se libertar precisa-se inicialmente reconhecer que foi enganado, e aí a passividade pode ser desfeita. Só a verdade liberta. Livres para buscar a vontade de Deus.

2. Não ceder terreno ao inimigo – Além de pecar, existe outro modo pelo qual alguém pode ceder terreno aos espíritos malignos: cair na passividade da vontade. O grau de passividade em que caímos determina a extensão da área que o inimigo vai ocupar. Sinais de passividade:
– Falar (Mt.10;20) oferecer passivamente sua boca
– Direção (Is.30;21) uma voz tome lugar da sua intuição e consciência
– Memória (Jo.14;26) não precisamos memorizar nada
– Amor (Rm.5;5) – amar através de nós

3. Orientação certa – Devemos permitir que o Espírito Santo fortaleça nosso homem interior, para depois praticar a obediência a Deus. É por isso que ele opera em nós primeiro o querer, depois o efetuar, segundo a sua boa vontade (Fp.2;13).

4. Domínio próprio – Domínio próprio é diferente de auto controle (até os budistas conseguem). Portanto as faculdades que devemos controlar por meio da vontade são as seguintes:
– Nosso próprio espírito – ( o espírito está sujeito ao profeta)
– Nossa mente e as demais partes de nossa alma
– Nosso corpo

 O propósito de Deus não é apenas que tenhamos uma vontade submissa à Dele, mas que tenhamos uma vontade harmoniosa também. A submissão tem a ver com os atos que praticamos, enquanto a harmonia diz respeito à natureza, ao tipo da inclinação da nossa vontade.

 A submissão de um servo se revela na execução das ordens do seu senhor. Já o filho, que conhece o coração do pai, e cuja vontade está em sintonia com a vontade dele, não só cumpre suas ordens, mas cumpre-as com prazer (é ter um coração unido com o Pai).

– O passivo tem dificuldade de tomar decisões, é inseguro.
– O independente toma decisões com facilidade, mas independente de Deus.

Ministrar Jo.4;31-34
Fp. 3;12

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