“Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”(1Pe 2.24)

Confissão:Eu não preciso carregar enfermidade nenhuma.  Cristo Jesus já as carregou na cruz em meu lugar. Não é da vontade de Deus que eu seja doente. Eu rejeito toda obra maligna sobre o meu corpo. Eu já morri para todo pecado e tomo a justiça de Cristo pela fé. Cristo tomou a minha doença e me deu a sua saúde, a sua vida plena e abundante.

 

11.05.17 [19º Dia Jejum O PÃO DOS FILHOS] –ELE É DIGNO

 

No capítulo 4 de apocalipse, João foi arrebatado. Ele foi tirado da realidade natural da ilha de Patmos e levado para a dimensão do espírito. Ele ouviu alguém dizendo: sobe para aqui. Ele então saiu da realidade árida daquela ilha e foi levado para a dimensão das coisas celestiais.

Nesta dimensão ele teve a visão do trono de Deus. Miríades de criaturas de uma outra criação estavam diante do trono, que é descrito como envolto num brilho e numa glória indescritíveis.

De repente João percebe que aquele que estava sentado no trono tinha na sua mão um livro, um rolo, um pergaminho. Ele viu que aquele livro estava todo selado com sete selos.

De repente ele ouviu uma voz de um anjo bradando: quem é digno de abrir o livro e desatar-lhe os selos?

Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos? Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele. Ap. 5:1-3

 

  1. Que livro era esse?

Para entender esse acontecimento precisamos de nos voltar para o Velho Testamento, no livro de Levítico.

Na lei de Moisés havia uma lei específica que se relacionava com a terra, com a propriedade. Depois que o povo entrou na terra prometida, a terra foi dividida entre as tribos e, dentro de cada tribo, cada família recebeu um pedaço de terra. Aquela parte de terra de uma tribo deveria permanecer com aquela tribo no decorrer das gerações. Deus queria com isso impedir o empobrecimento e a excessiva concentração de riquezas e terras por uma pessoa ou por um grupo pequeno de pessoas.

Todavia, quando alguém empobrecia em Israel e não tinha condições de se manter, ele poderia vender a sua terra, mas aquele que comprava sabia que não estava comprando uma posse definitiva. Ele estava como que arrendando a terra. A qualquer momento um membro daquela família poderia se levantar e teria o direito de comprar de volta aquela propriedade. Mas se no espaço de cinqüenta anos ninguém naquela família tivesse recursos para reaver o que seu antepassados perdera, no qüinquagésimo ano seria o ano do jubileu. Naquele ano todas as propriedades que haviam sido compradas voltavam automaticamente aos seus donos de origem.

Quando alguém iria vender a sua propriedade, tomava-se um livro e nele eram escritas todas as características, as dimensões, as divisas, tudo o que havia naquela propriedade e as condições nas quais aquele negócio havia sido feito. Ele era todo selado na presença dos juizes e se um dia um membro daquela família quisesse reaver a terra, ele pagaria o valor e tomaria do juiz o livro selado.

O que nós temos aqui em Apocalipse é exatamente isso. Nas mãos de Deus, o juiz de toda a terra, está o livro da posse da terra que foi perdida pelo homem. Será que existe um herdeiro legítimo ou um parente próximo que pode pagar o preço e tomar posse novamente da terra que fora perdida, cativa e dominada pelo diabo?

Aquele livro contém toda a herança do povo de Deus e também tudo o que deve acontecer até que essa herança nos seja entregue definitivamente. É por isso que, na medida em que os selos são retirados, eventos políticos, sociais, espirituais e cósmicos vão se dando de acordo com o propósito de Deus até aquele ápice quando o vitorioso Jesus vem dos céus e domina definitivamente sobre toda a terra.

Esse é o livro da redenção, da herança e da vitória final do Reino de Deus (versos 2 e 3) Mas, o ambiente em que tudo isso acontece é de imensa tristeza. No verso 3 e 4 João ouve o anjo dizendo: quem é digno de abrir o livro e lhe desatar os selos? É dito porém que nem no céu, nem na terra e nem debaixo da terra ninguém era digno de abrir o livro e nem de olhar para ele.

João então chorava copiosamente. Vamos avaliar a dor e a angústia moral, existencial e espiritual de João. Ele entrou num desespero total. Ninguém era digno de abrir o livro. Ninguém tinha a dignidade de tomar o livro da herança e nem tão pouco de pagar o preço do resgate da terra.

Isso nos mostra a indignidade de todo ser vivo. Não foi achado ninguém digno. Nem no céu: os querubins, os serafins, os arcanjos e a miríades de anjos. Nem na terra: nem Moisés ou Elias, nem Davi ou Enoque, nem maomé, nem Gandi, nem Kardec, nem Confúcio, nem Buda. Nem embaixo da terra: morto algum, nem demônios, nem Lúcifer. Ninguém é digno.

Mas um ancião diz: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

Nós vemos que o ponto central aqui é saber quem é digno. Jesus é digno. Porque ele é digno?

 

  1. Por que Ele é digno?
  2. Porque ele é poderoso

Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. Ap. 5:5

Ele é o Leão da tribo de Judá. I Pe. 5:8 diz que Satanás é como um leão procurando alguém para devorar, mas aqui lemos que Jesus é o verdadeiro Leão. Ele é o mais valente mencionado em Lucas 11.

Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos. Lc. 11:21-22

O anjo falou do Leão, mas João viu o Cordeiro. Quando o Senhor é retratado como o Leão o alvo é mostra-lo como lutador forte contra o inimigo.

Para o inimigo Ele é o Leão, mas para nós ele é o Cordeiro. Embora os anjos não precisem de redenção, precisam de alguém para derrotar o inimigo de Deus, pois um dentre eles tornou-se o inimigo de Deus.

Há dois problemas no universo: o diabo e o pecado. Como Leão ele resolveu o problema do Diabo e como Cordeiro ele resolveu o problema do pecado. Jesus tinha de ser o Leão-Cordeiro.

 

  1. Porque Ele é da família

O mesmo verso 5 diz que ele é da raiz de Davi. Nascido da mulher ele procede de Adão, procede da família humana e por isso está apto a fazer a redenção. Lembra que só um membro da família podia resgatar o livro selado da mão do juiz em Israle.

Ele é de sangue nobre porque é da raiz de Davi, ele procede da realeza que Deus disse que nunca teria fim.

 

  1. Porque Ele pagou o preço e venceu

E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação. Ap. 5:9

João o descreve como o cordeiro que havia sido morto. Na sua morte ele pagou o preço. Ele comprou para Deus os que procedem de toda tribo, língua povo e nação.

Observe que por um lado ele é o Leão, mas por outro ele é o cordeiro. Ele é o Leão-Cordeiro. Mas ele é um cordeiro poderoso com sete chifres e sete olhos.

Os chifres simbolizam o poder e os olhos são os sete Espíritos de Deus. O seu sacrifício tem o poder completo e os sete Espíritos fazem a aplicação desse poder por toda a terra sobre todo homem que o invocar (Cl. 2:13-15).

Esse Leão-Cordeiro foi então e tomou o livro da redenção da mão daquele que estava no trono. Tudo está nas mãos dele. Ele tem a redenção nas mãos. A redenção dos nossos corpos, das nossas almas, da terra e de toda a natureza.

Sem a perspectiva de que Jesus tem a história nas suas mãos, a vida e esse mundo se tornam algo sem sentido e absurdo. Quando o homem tenta explicar a história e o mundo sem considerar a necessidade da redenção, o mundo é sem esperança e sem saída, sem ápice, sem conclusão, sem sentido.

Tudo começou com o pecado, mas Jesus tomou a história da redenção nas suas mãos e nos garantiu um fim, uma conclusão, uma solução.

 

  1. Que impacto essa certeza pode produzir em nós hoje?

Quando vemos irmãos que estão partindo tranqüilizamos o nosso coração, pois a história da nossa redenção está na sua mão.

 

  1. Devemos nos encher de oração

E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. Ap. 5:8

Precisamos de orar pelo reino do Senhor e também precisamos orar com perseverança.

Observe que se desejamos que o fogo do trono seja lançado na terra precisamos orar, pois o fogo somente pode ser enviado misturado com as orações dos santos.

 

  1. Devemos nos encher de proclamação

E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Ap. 5:9-10

A única maneira da oração dos 24 anciãos se cumprir sobre a terra é se nós nos dispusermos a ir e evangelizar.

O reino somente virá quando o evangelho do reino for pregado a toda criatura.

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Mt. 28:18-20

 

  1. Devemos nos entregar completamente a Deus

Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ap. 5:11-12

A verdadeira adoração que acontece diante do trono de Deus envolve todos esses elementos:

Poder – submeta a Ele todo mando, todo comando, toda autoridade. Ele é o dono. Ele tem o poder de decidir.

Riqueza – entregue o seu dinheiro, os seus bens, os seus tesouros, as suas propriedades.

Sabedoria – dê a ele todo recurso do seu intelecto, o seu entendimento, a sua capacidade.

Força – é força física mesmo. Dê a ele a sua energia física, a sua atividade, sue a sua camisa e fique cansado para ele com toda a sua força.

Honra – é o que ganha o primeiro pedaço de bolo, é aquele com quem gastamos as primeiras horas do dia, dê a ele a primazia

Glória – descreva e exalte seus atributos e fique maravilhado com a beleza da sua santidade.

Louvor – no grego a palavra é eulogia, que significa falar maravilhosamente dele. Seja criativo e poético e fale dele de forma esplendorosa.

 

  1. Devemos reconhecer que ele é o Senhor

Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram. Ap. 5:13-14

Esse redentor reinará sobre todas as inteligências no céu, na terra e debaixo da terra. Isto significa que não haverá nem anjo, nem homem e nem demônio que não confessará que dele é o reino.

Já imaginaram Satanás de joelhos dizendo: “Teu é o reino!”

Mao Tsé Tung: “Teu é o reino!”

Hitler: “Teu é o reino!”

Maomé: “Teu é o reino!”

Aiatolá Kolmeine: “Teu é o reino!”

Karl Marx: “Teu é o reino!”

Todas as criaturas reconhecerão: “Teu é o reino!”

Talvez haja alguém hoje chorando como João. Não há esperança e nem entendimento da própria história. A situação parece perdida e o que bate no coração é a angústia e o desespero. Você precisa saber que Jesus já tomou o livro da história da redenção nas mãos e também já tomou o livro da sua própria vida. Você foi comprado e a sua vida está oculta em Deus.

 

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